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Maravalha esterilizada vs. comum: o que muda na cama do aviário

Por que integradoras exigem esterilização térmica e como isso impacta saúde do plantel, mortalidade e custo por frango alojado.

12 de março de 2025 · 6 min de leitura
Maravalha esterilizada vs. comum: o que muda na cama do aviário

A escolha da cama de aviário é uma das decisões com maior impacto direto no resultado de uma granja. Entre maravalha comum e maravalha esterilizada, a diferença vai muito além do preço por fardo: ela aparece no índice de mortalidade, no ganho de peso médio e nos riscos sanitários do plantel.

O que é a esterilização térmica

Na Kavaco, a maravalha é submetida a 80 °C por 30 minutos antes de ser prensada em fardos. Esse processo elimina fungos, bactérias e ovos de patógenos que naturalmente vêm da matéria-prima, sem usar produtos químicos.

A maravalha comum, embora visualmente parecida, pode carregar Aspergillus, Salmonella e outros agentes que comprometem lotes inteiros — especialmente em integrações de corte com lotação alta.

Por que grandes integradoras exigem esterilização

Integradoras de grande porte do Sudeste passaram a exigir cama esterilizada por uma razão simples: custo de retrabalho. Um lote contaminado significa medicação extra, mortalidade fora da curva e impacto direto no GPD (ganho de peso diário).

Para o produtor integrado, usar maravalha esterilizada não é luxo — é cumprimento de protocolo. Para o produtor independente, é uma forma de reduzir uso de antibióticos e melhorar conversão alimentar.

Como comparar na prática

Compare por kg de maravalha entregue, não por fardo: fardos esterilizados costumam ser mais densos e cobrem mais m² de aviário. Considere também durabilidade da cama (esterilizada permite mais lotes reaproveitados) e perda por umidade nas primeiras semanas.